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Tirei o passaporte. E agora? Veja os próximos passos para planejar seu intercâmbio

2 de out.
4 min de leitura
Mulher sorridente em aeroporto segura passaporte brasileiro e mala, com painéis de voos ao fundo.

Tirar o passaporte costuma ser um daqueles momentos em que a viagem começa a parecer real.

Documento em mãos, é natural começar a pesquisar destinos, acompanhar preços de passagens e imaginar quando será o embarque. Mas, se a ideia é fazer um intercâmbio, comprar a passagem nem sempre deve ser o próximo passo.


Antes de assumir os principais gastos da viagem, existem algumas decisões importantes que ajudam a entender qual destino faz sentido, quanto tempo ficar, qual curso escolher e, principalmente, quanto será necessário investir.


O passaporte permite viajar. O planejamento é o que transforma essa possibilidade em uma viagem viável.

Veja por onde começar.


Se você ainda está nas primeiras etapas, também preparamos um [cronograma de planejamento do intercâmbio até o embarque], mostrando o que organizar em cada fase.


1. Primeiro, defina o objetivo do intercâmbio


Antes de decidir para onde ir, pense no que você espera dessa experiência.

Seu principal objetivo é melhorar o inglês? Ter uma primeira experiência internacional? Aproveitar as férias para estudar? Passar alguns meses fora do Brasil? Combinar estudo e turismo?

Essas respostas influenciam praticamente todas as decisões seguintes.


Uma pessoa que dispõe de quatro semanas de férias, por exemplo, pode ter necessidades diferentes de quem pretende permanecer três ou seis meses no exterior.

Por isso, antes de perguntar “qual é o melhor destino?”, talvez seja mais útil perguntar:

“O que eu quero viver durante o meu intercâmbio?”


2. Escolha um destino compatível com esse objetivo

Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Inglaterra, Malta e outros destinos podem oferecer experiências bastante diferentes.

E a escolha não precisa ser feita apenas pela cidade que você sempre sonhou conhecer.

Ao comparar destinos, considere fatores como:

  • custo de vida;

  • clima e época do ano;

  • opções de escolas e cursos;

  • transporte;

  • tipos de acomodação disponíveis;

  • duração pretendida;

  • possibilidades de turismo;

  • orçamento total.

O destino ideal não é necessariamente o mais famoso ou o mais barato. É aquele que combina melhor com seus objetivos, disponibilidade e orçamento.


3. Verifique visto e exigências de entrada antes de fazer reservas

Essa é uma etapa especialmente importante.

Ter um passaporte válido não significa automaticamente que você possa entrar em qualquer país apenas comprando uma passagem.

As exigências variam conforme o destino, a nacionalidade do viajante, o motivo da viagem e o período de permanência.

Dependendo do caso, pode ser necessário solicitar visto ou autorização eletrônica, apresentar determinados documentos ou cumprir requisitos específicos relacionados ao curso.

Por isso, antes de assumir gastos importantes, verifique quais regras se aplicam ao seu caso.

Também é importante considerar os prazos envolvidos. Quando existe necessidade de visto, por exemplo, o processo documental precisa entrar no cronograma do intercâmbio.

Dica ONA: não deixe a documentação para depois de organizar toda a viagem. Em alguns casos, ela pode influenciar o destino, a data do embarque e até a duração escolhida.

4. Decida quando viajar e quanto tempo ficar

Com o objetivo e o destino mais claros, comece a pensar no calendário.

Em que mês você pretende viajar? Quantas semanas pode ficar fora? Existe flexibilidade nas datas?

A época do ano interfere não apenas no clima, mas também na experiência no destino, nos valores e na disponibilidade de determinados serviços.


Se ainda está escolhendo quando embarcar, veja também nosso conteúdo sobre [a melhor época para viajar para EUA e Canadá].


A duração também merece atenção.

Um intercâmbio de 2 semanas tem uma dinâmica bastante diferente de um programa de 4, 8 ou 12 semanas.

Mais tempo pode significar maior exposição ao idioma e à rotina local, mas também aumenta os custos de acomodação, alimentação, transporte e despesas pessoais.

Não existe uma duração universalmente ideal. Existe aquela que faz sentido para o seu objetivo e a sua realidade.


5. Pesquise o curso e a acomodação

Agora o intercâmbio começa a ganhar forma.

Na hora de comparar escolas, não olhe apenas o valor final. Observe também a carga horária, localização, duração, taxas, materiais e o que efetivamente está incluído em cada proposta.

O mesmo vale para a acomodação.


Entre as alternativas mais comuns estão [homestay, residência estudantil e apartamento]. Cada opção oferece uma experiência diferente em relação à independência, convivência, localização, refeições e custos.

Por isso, dois orçamentos aparentemente semelhantes podem representar experiências bastante diferentes.


Comparar intercâmbios apenas pelo preço pode esconder diferenças importantes.


6. Monte o orçamento completo da viagem

Esse é um dos passos mais importantes antes de comprar a passagem.

O valor do curso não representa sozinho o custo do intercâmbio.

Seu planejamento financeiro deve considerar, conforme o caso:

curso + acomodação + documentação + visto + passagem + seguro viagem + transporte + alimentação + gastos pessoais + passeios e outros serviços.

Também é interessante prever uma margem para imprevistos.

Ao reunir essas despesas, você começa a enxergar o custo real da experiência e pode ajustar destino, duração ou tipo de acomodação antes de assumir os principais compromissos financeiros.

Isso é muito mais seguro do que comprar uma passagem primeiro e tentar encaixar todo o restante depois.


7. Agora, sim: passagem, seguro e demais reservas

Com destino, período, documentação, curso, acomodação e orçamento definidos, chega o momento de avançar para os demais serviços necessários para a viagem.

É nessa fase que entram itens como passagem aérea, seguro viagem, conectividade no exterior, meios de pagamento, transporte e eventuais passeios ou reservas adicionais.

A diferença é que, agora, essas decisões fazem parte de um planejamento estruturado, em vez de serem compras isoladas.


Então, o que fazer depois de tirar o passaporte?

Se você acabou de receber seu passaporte, não precisa decidir tudo imediatamente.

Uma sequência possível é:

objetivo → destino → exigências de entrada e visto → período e duração → curso → acomodação → orçamento → passagem, seguro e demais reservas.

Essa ordem pode variar de acordo com cada viagem, mas ajuda a evitar que uma decisão tomada cedo demais limite as opções posteriormente.

O intercâmbio começa muito antes do embarque.

Começa quando você consegue transformar uma vontade — “quero estudar fora” — em um plano que responde onde, quando, por quanto tempo, como e quanto essa experiência vai custar.


Passaporte em mãos? A ONA ajuda nos próximos passos ✈️

Se você já tirou o passaporte e quer começar a organizar seu intercâmbio, a ONA Viagens pode ajudar a analisar destinos, cursos, acomodação, documentação e demais etapas de acordo com seu objetivo e orçamento.


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