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Tipos de intercâmbio: como escolher o programa ideal para seu objetivo

18 de set.
6 min de leitura
Professora dá aula de inglês num classroom, alunos atentos; quadro diz Today’s Lesson: Real Life English, com mapas e fotos ao fundo.

Fazer um intercâmbio pode signific coisas muito diferentes para cada pessoa.

Para alguns, o objetivo é finalmente destravar o inglês. Para outros, é passar algumas semanas fora durante as férias, melhorar o currículo, estudar e trabalhar no exterior ou até fazer uma graduação ou pós-graduação em outro país.


Por isso, uma das primeiras decisões do planejamento não deveria ser:

“Para qual país eu vou?”


Mas sim:

“O que eu quero conquistar com esse intercâmbio?”


Quando o objetivo está claro, fica muito mais fácil definir destino, curso, duração, acomodação e orçamento.

Neste guia, vamos mostrar alguns dos principais tipos de intercâmbio e ajudar você a entender qual pode fazer mais sentido para o seu momento.


Antes de escolher o país, defina seu objetivo


Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Inglaterra, Austrália, Malta…

É comum começar o planejamento pesquisando destinos. Mas dois estudantes que desejam viajar para o mesmo país podem precisar de programas completamente diferentes.

Imagine, por exemplo, uma pessoa que tem apenas três semanas de férias e quer praticar inglês.

Agora pense em outra que deseja passar oito meses no exterior, estudar e ter uma experiência profissional.


Mesmo que ambas tenham interesse pelo mesmo destino, suas necessidades são completamente diferentes.

Por isso, antes de comparar escolas e preços, pense principalmente em três fatores:

objetivo + tempo disponível + orçamento.

É essa combinação que começa a indicar qual intercâmbio faz sentido para você.


1. Quero destravar meu inglês


Se o principal objetivo é ganhar confiança para falar inglês, ampliar o vocabulário e utilizar o idioma no cotidiano, um curso de idiomas no exterior pode ser a escolha mais indicada.

A grande diferença em relação a estudar apenas no Brasil é a imersão.

Você não pratica inglês somente durante a aula. O idioma passa a fazer parte de situações simples do dia a dia: pedir uma refeição, utilizar transporte público, conversar com colegas, fazer compras ou resolver alguma questão na acomodação.


Existem programas para diferentes níveis de conhecimento e com variadas cargas horárias.

Além disso, a duração pode ser bastante flexível.

Há opções de algumas semanas para quem dispõe de pouco tempo e programas mais longos para quem busca uma evolução maior no idioma.


Pode fazer sentido para quem:

  • quer ganhar fluência e confiança para conversar;

  • pretende melhorar o inglês para viagens ou trabalho;

  • deseja viver uma experiência de imersão;

  • ainda não tem interesse em uma formação acadêmica no exterior.


2. Quero aproveitar minhas férias


Nem todo intercâmbio precisa durar seis meses ou um ano.

Quem trabalha, estuda ou possui outras responsabilidades no Brasil pode aproveitar o período de férias para realizar um intercâmbio de curta duração.

Programas de duas, quatro, seis ou oito semanas, por exemplo, permitem combinar aulas com uma experiência cultural no destino.


Essa modalidade também pode ser uma boa alternativa para quem nunca passou um período longo fora do país e deseja experimentar a rotina de um intercâmbio antes de investir em um programa mais extenso.

A duração menor também pode facilitar o planejamento financeiro.

Mas é importante observar que o custo total não depende apenas da quantidade de semanas. Destino, acomodação, época do ano, carga horária do curso e passagem aérea também interferem bastante no investimento.


3. Quero melhorar meu currículo


O intercâmbio também pode ter um objetivo diretamente profissional.

Nesse caso, além dos cursos tradicionais de idioma, existem programas voltados para inglês profissional, Business English e áreas específicas de atuação.


Esses cursos costumam trabalhar situações que fazem parte do ambiente corporativo, como reuniões, apresentações, negociações, entrevistas de emprego, escrita de e-mails e comunicação profissional.

Para quem já possui uma base no idioma, pode ser uma maneira de tornar o intercâmbio ainda mais direcionado.


A experiência internacional também oferece contato com pessoas de diferentes nacionalidades e culturas — algo especialmente interessante para profissionais que trabalham ou desejam trabalhar em ambientes internacionais.


4. Quero estudar e trabalhar no exterior


Essa é uma das possibilidades que mais despertam interesse em quem planeja permanecer por um período maior fora do Brasil.

Alguns destinos e determinados programas permitem combinar estudos com trabalho, de acordo com as regras de imigração aplicáveis ao estudante.

Essa possibilidade pode proporcionar mais autonomia durante a experiência e contato ainda maior com o cotidiano do país.


Porém, existe um ponto importante:

não basta escolher um país onde outras pessoas trabalham durante o intercâmbio.


As permissões dependem do destino, do tipo e da duração do curso, da instituição, do visto e das regras vigentes no momento da viagem.


Por isso, esse planejamento precisa ser feito com atenção.

Também é importante não montar todo o orçamento contando exclusivamente com uma futura renda no exterior. O estudante deve considerar os valores necessários para iniciar e manter sua estadia de acordo com as exigências do programa e do destino.


5. Quero fazer faculdade ou pós-graduação no exterior


Para quem busca uma experiência acadêmica mais completa, existem possibilidades como graduação, pós-graduação, MBA, especializações e outros programas de ensino superior.

Nesse caso, o processo costuma ser diferente de um intercâmbio tradicional de idiomas.


Podem existir requisitos relacionados ao histórico acadêmico, proficiência no idioma, cartas de recomendação, documentação, prazos de candidatura e comprovação financeira.

Por isso, o planejamento normalmente precisa começar com bastante antecedência.

Além da formação acadêmica, estudar em uma instituição estrangeira permite construir uma rede de contatos internacional e vivenciar por um período mais longo a cultura e o mercado do país escolhido.


6. Quero viver uma experiência internacional, mas meu orçamento é limitado


Ter um orçamento definido não significa necessariamente abandonar o projeto de fazer intercâmbio.

Significa que algumas escolhas precisam ser feitas estrategicamente.

Um destino menos caro, uma cidade fora dos grandes centros, uma acomodação diferente ou um período menor podem alterar significativamente o custo final.

Até mesmo a época da viagem pode influenciar valores de passagem e hospedagem.


Por isso, em vez de perguntar apenas:

“Qual é o intercâmbio mais barato?”

V

ale perguntar:

“Qual combinação oferece a melhor experiência possível dentro do orçamento que eu tenho?”


Esse é um raciocínio muito mais útil para montar um planejamento realista.


Quanto custa um intercâmbio?


Essa é provavelmente uma das primeiras perguntas de quem começa a pesquisar.

E também é uma das mais difíceis de responder com um único número.


O valor depende de fatores como destino, escola, duração, carga horária, acomodação, alimentação, taxas, material didático, passagem aérea, seguro viagem, transporte, visto e despesas pessoais.

Por isso, dois orçamentos aparentemente semelhantes podem chegar a valores diferentes porque não estão incluindo exatamente os mesmos serviços.

Inclusive, já falamos sobre isso aqui no blog: ao comparar dois orçamentos de intercâmbio, é importante analisar muito mais do que o preço final.


Como escolher o destino do intercâmbio?


Depois de entender seu objetivo, finalmente chegamos ao país.


Nesse momento, alguns fatores começam a fazer mais sentido.

Quem dispõe de apenas algumas semanas pode priorizar destinos com boa oferta de cursos de curta duração.

Quem deseja estudar durante vários meses talvez dê mais importância à possibilidade de trabalho, custo de vida e regras de permanência.

Quem busca formação acadêmica deverá analisar universidades e requisitos de admissão.


Clima, tamanho da cidade, transporte, estilo de vida e perfil cultural também importam.

É por isso que não existe um único “melhor país para intercâmbio”.

Existe o destino que combina melhor com aquilo que você procura.


Afinal, qual intercâmbio é melhor?


Provavelmente, aquele que você escolheria depois de responder algumas perguntas simples:

Por que quero fazer intercâmbio? Quanto tempo tenho disponível? Quanto posso investir? Quero apenas estudar ou também trabalhar? Prefiro uma cidade grande ou uma rotina mais tranquila? Quero uma experiência acadêmica, profissional ou principalmente cultural?


Essas respostas ajudam a eliminar opções que parecem interessantes à primeira vista, mas que talvez não façam sentido para você.

E tornam a comparação entre programas muito mais objetiva.


Seu intercâmbio começa antes do embarque


A experiência de morar e estudar no exterior começa muito antes de colocar o passaporte na mala.

Ela começa no planejamento.

Definir o objetivo, comparar programas, entender os custos e escolher uma opção compatível com sua realidade pode evitar gastos desnecessários e escolhas feitas apenas porque determinado destino está em alta.


Na ONA Viagens, podemos ajudar você a analisar as possibilidades de acordo com seu objetivo, tempo disponível e orçamento, comparando cursos, destinos, duração e acomodação.


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